…Se o O Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela …

- Pr. Ricardo Borges

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Pr. Ricardo Borges

Todos lutamos nossas lutas contando com as armas que temos. Quando nossas lutas são travadas num campo de batalha desconhecido e nossos inimigos dispõem a seu favor de forças extraordinariamente superiores as nossas, torna-se impossível garantir nossa vitória.

O versículo acima não ignora o trabalho da sentinela face às forças visivelmente superiores, ao contrario o texto reafirma o valor desse trabalho quando por traz dele estão os olhos de Deus. Da mesma forma que, se os olhos de Deus não forem convidados para estar na guarda da cidade, de nada vale o trabalho da sentinela.

Se o Senhor guarda a casa, então faz todo sentido manter a sentinela a postos. Seria tentar contra o Senhor, deixar a porta da casa aberta, seguros de que quem a guarda é o Senhor. Isso não é prova de fé e sim de negligência.

Devemos orar como se tudo dependesse de Deus e fazer como se tudo dependesse de nós.

Foi assim com Israel na batalha travada contra Amaleque no deserto de Refidim. Moises disse a Josué: Escolhe homens e sai para a peleja contra amaleque, e eu estarei no cume do outeiro e a vara de Deus estará na minha mão. Acontecia que enquanto Moises levantava sua mão, Israel prevalecia, quando ela abaixava, amaleque prevalecia. As mãos de Moises erguidas representavam a presença de Deus na guerra.

 

Não bastava um exercito bem treinado e destemidamente ousado, era preciso contar com as mãos erguidas de Moises assegurando que o Senhor pelejava ao lado do povo. Também somente as mãos de Moises erguidas não podiam garantir a vitória, era preciso homens escolhidos e corajosos enfrentarem suas guerras. Arão e Hur sustentaram as mãos cansadas de Moises até que o sol se pôs, assim Josué venceu a guerra. Em Nossas batalhas contra forças desiguais, contamos também com a ação da intercessão, a oração de nossos irmãos que revigoram nossas exauridas forças e nos reanimam na busca da vitória. Moises edificou um altar e chamou o seu nome Jeová Nissi, O Senhor é a minha bandeira. No final de cada luta, é preciso edificar altares, lembranças vivas, memoriais eternos da ação de Deus em nossas vidas.

Não podemos jogar no vale do esquecimento pequenos e grandes feitos de Deus, devemos levantar bandeiras, estabelecer altares contar os feitos e marcar a historia para que sempre seja lembrado que o Senhor lutou, luta e sempre lutará ao nosso lado.

Deixe sua vida aos cuidados de Deus, confia Nele e Ele pelejará ao seu lado, entregue a direção do seu caminho à Sua vontade e haverá descanso para seus pés cansados e paz para sua abatida alma.

Na Graça Dele,…

E na Paz.

Direitos da Imagem: Diego Eis Prison / Barbed Wire