20 Anos de Igreja Betesda
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O Natal desconhecido

Pastor Ricardo Borges

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Nos dias atuais, o Natal tem sido definido, de forma equivocado, como uma estação proeminentemente comercial; tem sido sinônimo de demanda de emprego e de produtividade. Essa corrida comercial desenfreada é sustentada pelo marketing das luzes e bolinhas multicoloridas, pelas vitrines muito bem decoradas e pelos anúncios de falsas promoções. A todo esse aparato encenográfico soma-se a imagem do velinho de barbas brancas, uma figura folclórica e pateticamente descontextualizada da realidade tupiniquim, pois “onde já se viu, no valor de um verão tropical, um figurino pólo-nórdico, encasacado de cabeças aos pés?” Dá até pena do protagonista dessa tal encenação!

Numa outra definição do Natal, tão equivocada quando a anterior, observamos uma festa de falsas confraternizações, cuja marca registrada é o peru, as uvas passas e as mais variadas castanhas, servidos na mesa dos mais abastados consumidores. Numa encenação comovente, parentes usam beijos, abraços e presentes para esconder os dissabores dos relacionamentos marcados por conflitos mal resolvidos no cotidiano da vida comum. Já aos que tem a consciência pesada por ver uma dispensa pessoal tão abastada, em detrimento de milhares de mesas vazias e miseráveis dos indigentes sociais, a receita é distribuir um pouquinho de alimento, alguns presentes e meia dúzia de sorrisos bem produzidos; e como resultado disso receber uma faxina de “meia sola” na consciência, o que garante espaço suficiente para o ajuntamento de mais um ano de entulho moral.

Há ainda uma terceira dimensão do Natal que também deve ser analisada. É a visão religiosa do presépio de Belém. Quando se compreende o Natal na melhor das interpretações, idealiza-se só, e tão somente só, o nascimento do menino Jesus, dos Pastores e de alguns poucos carneirinhos que dividiam uma estrebaria com uma pobre família imigrante de Nazaré.

A partir dessa dimensão religiosa, gostaria de abrir um pouco o foco de nossa lente para ver além dos fatos.

Em toda festividade que celebra o nascimento, nos dias de hoje, chamada de aniversário – festeja-se o presente de alegra-se na possibilidade de se estar vivendo mais um ano na companhia do protagonista principal da festa. Todas as atenções são voltadas para o aniversariante, neste que é então, o seu dia de abraços e folguedos. Eu nunca vi ninguém festejar o natalício de outra pessoa, tendo em vista apenas o momento histórico que lembre seu nascimento. O que freqüentemente vemos é uma festa contextualizada, na qual se comemora mais um ano de vida do aniversariante.

Assim também, gostaria que o Natal fosse mais que olhar para traz e figura na memória uma criança deitada numa manjedoura. Nesse caso, gostaria que o Natal fosse também olhar um pouco a frente e ver também que o menino crescia e um dia fez também trinta anos e comemorou, quem sabe nas margens do mar da Galiléia ou quem sabe nas paragens do deserto da Judéia.

E que no ano em que completava trinta e três anos, se deu por nós numa cruz, em algum ponto de um certo monte chamado Calvário. Gostaria também que o Natal fosse olhar mais adiante e saber que, embora tenha Jesus morrido, a festa jamais acabou, porque Ele não pode ser contido pela terra que lhe tragou; o dono de toda festa ressuscitou e vivo está, ano pós ano, e eternamente estará ao nosso lado para nos dar vida, dia pós dia.

Enfim, gostaria que o Natal não fosse uma festa anual, mas sim uma festa diária nas mesmas dimensões, mas sim uma festa diária nas mesmas dimensões e com as mesmas qualidades e alegrias. Porque Ele vive e porque eu vivo, todo dia é hora de comemorarmos a festa de sermos, de termos e de estarmos na presença viva, adulta e santa de quem é Senhor, salvador, bom pastor, conselheiro, Deus forte, pai da eternidade e Príncipe da paz, que nasceu, viveu e morreu numa cruz, mas que ressuscitou e cujo nome está acima de todo nome, Jesus Cristo, filho de Deus.


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