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Famílias Abandonadas (Josué Campanhã)

Artigos e Ilustrações

          Era quatro e meia da tarde de um sábado ensolarado. Eu estava chegando em casa depois de um passeio ao parque com minha esposa e nossos filhos que ainda eram pequenos. A secretária eletrônica acusava vários recados, mas um em especial com cerca de dois minutos de duração. Quando comecei a ouvi-lo fiquei meio sem ação. Era um amiguinho dos nossos filhos que depois de ligar várias vezes, havia deixado um último recado dramático.

– Por favor, tio, vem me buscar aqui em casa para eu ficar junto com vocês. Por favor, por favor, por favor, por favor, por favoooooooor…(e isto se repetia por quase 2 minutos)

Depois de ouvir o recado, liguei para aquela criança. Ela havia passado metade do sábado com a empregada, e na outra metade estava sozinha assistindo TV até que seus pais chegassem do trabalho. O apelo daquela criança cortou meu coração e me levou a pensar muito. Quantos pais estariam fazendo isto? Será que eu mesmo não havia feito isto com os nossos filhos?

Cheguei à conclusão que “menor abandonado” não é apenas aquele que está na esquina pedindo um trocado. Há muitos lares com centenas de “menores abandonados” pelos pais que estão ganhando dinheiro ou correndo atrás da próxima atividade da agenda. Ganham dinheiro e participam das atividades, mas perdem os filhos. São crianças estressadas, violentas, tristes e até revoltadas. Durante a semana, ao invés de irem ao parque para brincar, são levadas pela avó ou pela empregada ao psicólogo para resolverem problemas que nem deveriam existir.

Pensei um pouco mais, e percebi que existem também centenas de “esposas abandonadas”. Elas não estão com seus filhos vendendo uma bugiganga no sinal, mas normalmente estão dentro de casa esperando por um marido que pelo menos perceba que ela existe. São mulheres machucadas e marcadas pelo tempo.

Mas eu também descobri que existem “maridos abandonados”. São homens que não se tornaram mendigos, mas tem um olhar triste e sombrio e não vibram com a vida. Estão escondidos atrás de atividades ou cargos, porque não têm mais a atenção de suas esposas e filhos.

Com tanta gente abandonada, é triste concluir que a única diferença entre estes e aqueles que vivem pelas ruas é um teto. Os “abandonados” da rua não tem um quarto onde podem fechar a porta para se sentirem abandonados. Os que moram juntos numa casa sentem-se abandonados mesmo tendo gente ao seu lado.

A família não foi criada para que os seus membros vivessem abandonados uns pelos outros debaixo do mesmo teto. A família foi criada para que um se sentisse amado pelo outro. Muitos “menores” ainda continuam na rua porque nós somente damos um trocado para eles. Se os amássemos faríamos mais do que isto. Muitas crianças, esposas e maridos vivem abandonados no lar, porque dão apenas um “trocado” do seu amor uns para com os outros. Se amassem uns aos outros não existiriam “famílias abandonadas”.

Como você se sente em relação à sua família?

Que atitude você tem para com os outros membros da sua família?

Existe alguém abandonado em sua casa?

 

 

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